Finalmente a série 3% conseguiu sair do papel e com grande
estilo pela nossa querida e causadora de procrastinação, Netflix!
Não é de hoje que falamos da distopia brasileira (veja
nossas expectativas aqui). A primeira versão, que foi ao ar no youtube lá em
2011, fez com que acompanhássemos a luta em busca de apoio dos idealizadores do
projeto, mas na época, não houve muito interesse por parte da nossa mídia
novelesca.
Ah, o tempo!
Em 2011, quando a websérie nos foi apresentada, distopias
eram febre em todos os tipos de mídia. Jogos Vorazes (Suzanne Collins),
Divergente (Veronica Roth) e a Série "Anomalos" da brasileira Barbara
Morais, nos davam narrativas que envolvem adolescentes em futuros cruéis onde
precisam lutar para se encaixarem.
Muitos acharam o tema datado – embora ele fale sobre o futuro,
vá entender! Mas a abordagem não poderia ser melhor, visto que estamos no
Brasil! Todo o contexto envolvendo meritocracia e desigualdade estão em voga na
atualidade. O que realmente quebra com estes ideais, é a parte técnica da
produção.
Algumas atuações são forçadas e os figurinos deixam a
desejar, chegando até a nos entregar personagem sujos de graxa de forma nada aleatória.
Algumas das tecnologias empregadas são interessantes, mas mal executadas.
O tom cinza à la Snyder da websérie é descartado, o que eu
achei uma pena. A nova abordagem em tons claros não conseguiu transmitir bem o
peso do processo. Mas nem todas as mudanças foram ruins. Na versão de 2011, os
agentes do processo eram militares austeros e clichês, robóticos. Na nova
roupagem somos apresentados a equipe de Ezequiel (Paulo Miguel) e todo um plot para
explicar suas motivações.
Agora somos apresentados a mais participantes, estes interpretados
por Bianca Comparato (Michelle), Michel Gomes (Fernando), Vaneza Oliveira (Joana), Rodolfo Valente
(Rafael) e Rafael Lozano (Marco). Alguns funcionam, outros não.
Joana (Vaneza Oliveira) é quem realmente rouba a cena, sendo
a personagem com melhor construção ao longo da série. O Rafael (Rodolfo Valente)
tem seus momentos e ainda há o desnecessário romance entre Michelle (Bianca
Comparato ) e Fernando (Michel Gomes).
FUTURO
Embora com todo o peso de ser a primeira série brasileira do
Netflix, 3% dividiu opiniões. Mas muitas críticas de blogs e sites de entretenimento
do Brasil, demonizaram a série, apontando apenas os pontos negativos.
Mesmo assim, atualmente a série possui 7,7/10 no IMDB e 80%no Rotten Tomatoes. Dentro da plataforma do Netflix, ela mantem incríveis 5
estrelas e logo, logo teremos uma segunda temporada para conhecer o Maralto e o
destino daqueles que “merecem”!
1 Temporada
09 episódios
Classificação: 16







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